15 decembro 2008

Armas químicas de destruição em massa

Bush vem de verificar em primeira mão que havia armas no Iraque. Que nom eram exatamente nenhuma arma de destruição em massa? Acordado. Mas, podem ter a certeza de que a partir de agora, o Pentágono acrescentará os fungos nos pés no seu catálogo de armas bacteriológicas.
Mas aquilo que realmente me preocupa é que a CIA será dada por retaliar contra nós pola relação que tem com o ataque a Bush o governo de Zapatero. Relação muito mais evidente que a que mantinha Saddam Husseim com Osama BinLaden.

No entanto, Bush segue a liberar iraquianos....

09 decembro 2008

De lo humano y lo entrañable.

Este año las fiestas de Navidad serán más entrañables que nunca. No porque las vayamos a vivir con un recogimiento especial o porque Papa Noel haya conseguido contagiarnos ese optimismo suyo, hou hou hou, tan pirateado por Zapatero. Las fiestas serán entrañables porque, al coincidir con época de crisis, nos van a sacar hasta las entrañas.

Cada español de las Españas se gastará de media casi 900 € en gambas, perfumes, barbies y micromachines de la más variada especie. Pero ya se sabe que a las medias se le aplica aquello de lo del pollo, que si tu te comes uno y yo ninguno resulta que nos hemos comido medio pollo cada uno. Con esto igual.

El dia 24 de diciembre el tamaño de las colas del paro será inversamente proporcional al de las colas de El Corte Inglés y directamente proporcional a las del Lidl. Pero nadie dejará de comprar.

Hoy le he hecho un espada de madera a mi hijo. Está contentísimo...

20 novembro 2008

Pornografía infantil

¿Qué clase de animal es capaz de usar a sus crías como objetos sexuales?


“angels”, “lolitas”, “boylover”, “preteens”, “girllover”, “childlover”, “pedoboy”, “boyboy”, “fetishboy” o “feet boy”

18 novembro 2008

"Tu lo leiste en el periódico pero yo estaba alli"

Los datos del paro en España en época de crisis son escalofriantes. Como la precariedad laboral y la temporalidad es tan alta, el despido es gratuito en un gran porcentaje de los casos. Es un tópico, pero no por ello menos cierto, que siempre pagan los mismos los platos rotos. Y así los que justifican las grandes ganancias de los empresarios en que "ellos son los que arriesgan" se quedan en estos tiempos sin argumentos. A no ser que consideren que el que nada tiene nada arriesga, pero ni así.

A mi entender, esta escena de "Los Lunes al Sol" que os dejo aquí resume la situación que se va a a encontrar mucha gente. Y lo hace mucho mejor que cualquier análisis del G20 o de los periodistas especializados en asuntos económicos. Estos últimos están casi todos contagiados por la "lógica" del sistema liberal y son los mismos que aventuraban, ingenuos, que la reunión de Washington se podría comparar a la de Bretton Woods. Vistas algunas cosas de las publicadas, no me extrañaría nada que la frase "Tu lo leíste en el periódico pero yo estaba allí" acabe por convertirse para mucha gente en un axioma: "si lo pone el periódico, desconfía".

16 novembro 2008

O problema segundo o G20

Ponto 12 da declaração do encontro do G-20 em Washington:

12. We recognize that these reforms will only be successful if grounded in a commitment to free market principles, including the rule of law, respect for private property, open trade and investment, competitive markets, and efficient, effectively regulated financial systems. These principles are essential to economic growth and prosperity and have lifted millions out of poverty, and have significantly raised the global standard of living. Recognizing the necessity to improve financial sector regulation, we must avoid over-regulation that would hamper economic growth and exacerbate the contraction of capital flows, including to developing countries.
A estas alturas, com os objectivos do milénio (pdf) cada vez mais longe, com a saúde do planeta a ponto de dizer "basta", e com case 900.000.000 pessoas passando fome, assegurar que o que se leva fazendo até agora "tirou da pobreza a milhões de pessoas e elevou a qualidade de vida global" é, quando menos, cínico. Parece que o único problema para o G20 é regular o mercado financeiro, o resto funciona divinamente.

Efectivamente, parece que não leram bem o enunciado do problema.

14 novembro 2008

Que solução encontraram?

Um comboio de 70 metros de comprimento sae de Madrid para Santiago de Compostela com uma velocidade média de 105 km /h. Duas horas depois, um outro comboio, este de 105 metros, sae de Madrid em direcção a de Santiago com uma velocidade média de 103 km / h.
Na altura em que se cruzem as máquinas de ambos os trens, qual estará mais perto de Santiago?

Um professor que tive na EGB, a quem estou muito agradecido, acostumava plantexar esta questão na aula para mostrar a tendência que temos de procurar soluções complexas para os problemas simples, ademais das complicações que traz não ler bem o enunciado de um problema. A maioria dos alunos, efectivamente, tratava demonstrar o seu conhecimento usando a pilha de informação que estava disponível em cálculos complexos que não deixariam a ninguém qualquer dúvida sobre a sua capacidade matemática. A solução não precisava de nada de isso, só havia que fixar-se em qual era o problema e a solução viria por si só: os dous comboios estariam á mesma distância de Santiago.

Éramos apenas estudantes do EGB, mas este fim de semana vai reunir uma grande quantidade de espabilados para refundar o capitalismo. Sem embargo, o problema é que metade do mundo morre de fome.

08 novembro 2008

Cámaras, luces, Obama!!!

Jose Luis Barreiro tem razão quando diz que Obama não trouxe mudanças, mas foram as mudanças as que trouxeram Obama. A sociedade americana teve tempo para se preparar para este salto, só faltava um bom candidato e Obama, sem dúvida, foi.

Ignacio Ramonet, em seu livro "Propagandas Silenciosas", faz uma análise perfeita da forma como a indústria cinematográfica americana e a moral dos americanos estão intimamente relacionadas. Tanto assim que quase se pode saber o que vai acontecer com os E.U. com apenas botar uma olhadela para a carteleira do cinema. Ninguém sonda tão bem o estado de ânimo dos americanos como os produtores de filmes de Hollywood. E a campanha desenvolvida pola equipa de Obama tivo bastante de Hollywoodiense: um grande orçamento ao serviço de um bom guión, um bom director e um bom intérprete.

Os actores negros foram gradualmente fazendo papéis principais (antes eram apenas secundárias) até que Morgan Freeman acabou como presidente dos Estados Unidos da América em 1998 no filme "Deep Impact". Quatro anos depois, Denzel Washington e Halle Berry recolheram os Oscars de melhor actor e actriz principais, respectivamente. O cinema, entre outras coisas, foi preparando progressivamente ao grande público americano para ver heróis e líderes negros.

Agora, as irmãs Willians deslumbram no circuito de ténis feminino, o melhor jogador de golf do momento e o campeão do mundo de Fórmula 1 também são negros. Todas elas disciplinas reservadas "tradicionalmente" aos brancos.

Temos que estar atentos por se se estreia qualquer filme com uma presidenta dos Estados Unidos. Se eu fosse Hillary, teria deixado muito mais cedo as primárias e teria o meu próprio dinheiro gasto para produzir um bom filme no qual uma mulher salvara o mundo desde o seu posto no escritório oval.

No entanto, esperemos que Obama acabe os seus mandatos (em plural) justificando todas as esperanças que se depositaram em el.

28 outubro 2008

Pornografia Infantil Não!!!

Os habitantes de Vagón Bar e de La Huella Digital são os pais de esta campanha contra a pornografia infantil. Resulta incrível que se tenham que fazer cousas de estas, tão ruim pode chegar a ser o ser humano!!!!

São pavorosas as notícias de detidos nas batidas contra a pornografia infantil que contam por centenas aos implicados. Tendo a pensar que quando se fala de 200 detidos a grande maioria so cometeram o delito, nom menor, de covardia.

Quero pensar que muitos de eles se encontraram com surpresas desagradáveis ao descomprimir um arquivo que se baixaram com o e-mule e, por vergonha, por evitar perguntas embaraçosas ou por nom saber onde denunciar, cometeram o delito de silêncio cúmplice. Depois, sem mais, borraram o arquivo e calaram. Mas a sua IP já ficara para então gravada nos arquivos policiais.

Quero pensar, porque tenho filhos, que não existem tantos pedererastas, más sim centos de covardes.

Para que esses covardes deixem de sé-lo, Prótegeles.com tem umha línea de denúncia completamente anónima. Nom há desculpa para deixar de combatir a pederastia.

10 outubro 2008

Sulfato, de Abelardo Rendo

Aqui deixo Sulfato, deliciosa curta-metragem de Abelardo Rendo a partir de uma historia da sua infáncia contada por Paula San Vicente. A desfrutá-lo (e a difundí-lo)...


.

22 setembro 2008

Nom há trato

A fim do sistema capitalista? Mais bem a liquidaçom final do Estado ao servizo do capital. Interessante artigo de Paul Krugman:
No hay trato

Odio decir esto, pero mirando al plan tal y como se ha filtrado, tengo que decir que no hay trato. No a menos que el Tesoro explique, muy claramente, porqué se ha de suponer que funcionará a no ser haciendo que los contribuyentes paguen precios exagerados por activos basura.

Tal y como he dicho hoy, todo parece indicar que un “precio justo” por los activos relacionados con las hipotecas dejaría a la mayoría del sector financiero con problemas. Y no hay absolutamente nada en el anteproyecto que nos diga que pasará después. Sin embargo, debo hacer notar que tampoco hay nada en el plan que diga que el tesoro deba pagar un precio justo de mercado. Entonces, ¿el plan es pagar un sobreprecio a la mayoría de las instituciones con problemas? ¿o es la mera esperanza de que inyectar liquidez hará que el problema desaparezca por arte de magia?

Así está la cosa: históricamente, los rescates del sistema financiero han consistido en amarrar a las instituciones con problemas y garantizar sus deudas, solo después de esto trató el gobierno de reempaquetar la deuda y vender sus activos. Los gobiernos federales se hicieron cargo en primer lugar de las S&L (Saving & Loan, entidades de Ahorro y Préstamo), protegiendo a sus depositarios, y entonces trasfirieron sus malos activos al RTC (Resolution Trust Corporation, la compañía gubernamental creada para resolver la crisis). Los suecos se hicieron cargo de los bancos con problemas, protegiendo de nuevo a sus depositarios, antes de transferir sus activos a sus instituciones equivalentes.

El plan del Tesoro, por el contrario, parece un intento de restaurar la confianza en el sistema financiero (es decir, convencer a los acreedores con problemas de que todo va bien) simplemente comprando activos de esas instituciones. Esto solo funcionará si los precios que el Tesoro paga son mucho más altos que los precios actuales del mercado, lo que a su vez sólo puede ser cierto si bien se trata principalmente de un problema de liquidez (lo que parece dudoso) o bien si el Tesoro paga una enorme prima, en efecto, arrojando el dinero de los contribuyentes al mundo financiero.
Y aquí no hay Quid pro Quo, nada que le devuelva algo a los contribuyentes, nada que asegure que el dinero será usado para estabilizar el sistema lo suficiente como para recompensar el servicio prestado.

Ojalá esté equivocado. Pero déjenme decirlo de nuevo: el Tesoro debe explicar porqué se supone que esto funcionará, no tratar de amedrentar al Congreso para que le de un cheque en blanco. Si no, no hay trato.

05 setembro 2008

A outra Convenção Republicana

Dous centos oitenta e seis detidos (286!!!!) em uma manifestação anti-guerra ás portas da convenção republicana no pais líder da "liberdade".

Dirá algo Reporteiros sem Fronteiras de isto?:



Via Guerra Eterna

27 agosto 2008

Catástrofes aéreas


As verdadeiras catástrofes aéreas som as que se decidem em gabinetes com um grupo de políticos e generais fechados dentro. O de Madrid foi um acidente do que se tratará de aprender para que nunca mais concorram as causas que o motivaram.
Catastrófico, e nom acidental, é que a humanidade seja quem de permitir como parte integrante do seu sistema um estado de cousas nas que se poda considerar "estratégico" aniquilar pessoas inocentes a base de bombazos desde um avião.
Catástrofes aéreas foram as de Guernika (1.000 mortos) , Dresde (350.000 mortos), Hiroshima e Nagasaki (400.000 mortos) e, recentemente, Tsjinvali, a capital de Osetia do Sur.
Catastrófico é que quenes provocam e planificam estas massacres sejam as pessoas que nós mesmos nos damos como dirigentes.
Catastrófico é que os que começaram a guerra de Irak (case 100.000 mortos por agora), os que deram a ordem de bombardear Bagdad, se sintam a dia de hoje "orgullosos" de te-lo feito.
Catastrófico é que ademais, muita gente os segue a apoiar quando deveriam ser tratados como criminais.

Do acidente de Barajas aprenderemos algo que fará que voar seja cada vez mais seguro. Deve de ser o costume o que fai que nom aprendamos nada das barbaridades que fam os militares e os políticos fechados em um gabinete.

01 agosto 2008

Catálogo de abraços


De carinho, de compreensão, de encontro, de cumplicidade, de consolo, de amor, de protecção, de despedida, de respeito, de desespero, de amizade....

Todos os abraços do mundo estão reunidos no gesto de estas duas velhas maestras. É Anisia Miranda quem abraça e Antía Cal a abraçada, mas isso pouco importa, como tampouco importa o ameaçante relógio da Anisia assomando entre as mãos enlaçadas e arrugadas. O que realmente é importante é essa capacidade que tenhem os abraços de regalar a quem o necessita.

A canção que provocou este abraço inundou a cabeça da Antía de recordos e os seus olhos de lágrimas, mas bastou que a primeira delas começasse a assomar para que a velha amiga lhe desse o calor pausado do seu consolo "...estamos aqui, amiga, estamos aqui. Ainda estamos aqui."

20 xuño 2008

A doutrina Guantánamo

Suspeito que se a Declaração dos Direitos Humanos é em realidade a Declaração UNIVERSAL dos Direitos Humanos é porque estes são de aplicação a todas as pessoas de todos os países. Se não for assim sobraria pôr o tal adjectivo. Quiçá seja isso o que propõe a União Europeia na sua penúltima directiva sobre imigração, tal e como já fizera de facto o Governo USA no Campo de Concentração de Guantánamo.

A directiva da União Europeia vulnera vários artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. A saber:

Artigo 2°.-(...) Não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania.

Artigo 3º.- Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo 6°.-Todos os indivíduos têm direito ao reconhecimento, em todos os lugares, da sua personalidade jurídica.

Artigo 7°.-Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei. Todos têm direito a protecção igual contra qualquer discriminação que viole a presente Declaração e contra qualquer incitamento a tal discriminação.

Artigo 8°.-Toda a pessoa tem direito a recurso efectivo para as jurisdições nacionais competentes contra os actos que violem os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição ou pela lei.

Artigo 9°.-Ninguém pode ser arbitrariamente preso, detido ou exilado.

Artigo 10°.-Toda a pessoa tem direito, em plena igualdade, a que a sua causa seja equitativa e publicamente julgada por um tribunal independente e imparcial que decida dos seus direitos e obrigações ou das razões de qualquer acusação em matéria penal que contra ela seja deduzida.

Artigo 13°
1. Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.
2. Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.

Todos estes direitos já levam algum tempo sendo violados por Estados Unidos com a permissividade da União Europeia, polo tanto não deveria de surpreenderemos tanto que agora fagam uma Directiva europeia baixo a Doutrina Guantánamo.

04 xuño 2008

A solução à crise do petróleo


Há alguns anos o Congresso norte-americano encomendou a uma comissão científica que desenvolvera uma simbologia que servira de advertência sobre o risco dos depósitos de resíduos nucleares. Tal simbologia deveria ser inteligível por quem quer que a visse dentro de 10.000 anos e transmitir "inequivocamente a advertência de perigo".

A comissão estava formada por físicos, antropólogos, neurólogos, psicólogos, biólogos, arqueólogos, artistas, etc.

O problema clave era estabelecer um diálogo com um futuro que fica a 10.000 anos para advertir de um perigo que se creia hoje. Os cientistas buscaram modelos nos símbolos mais antigos da humanidade (Stonehenge, as pirâmides, as pinturas rupestres....). Mas como muito conseguiam uma antiguidade de 4000 anos.

Os antropólogos recomendaram usar o símbolo da calavera, mas um historiador advertiu de que para os alquimistas uma calavera significava ressurreição .

Os linguistas concluiram que qualquer símbolo que se usasse não lograria transmitir "inequivocamente a advertência de perigo" mais alá de 2000 anos.

O que ficou claro no informe da comissão é que não somos capazes de informar ás gerações futuras dos perigos que geramos na nossa época. Embora este informe, os USA e os países mais desenvolvidos, continuamos a almacenar resíduos radioactivos.

E não só isso, senão que ademais querem convencer-nos de que a solução para evitar os problemas da contaminação de agora é contaminar para os próximos 10.000 anos. E o que venha atrás que arree.

08 abril 2008

Ânimo

Pois isso, ânimo.. e usar protector solar.

24 marzo 2008

"Não somos racistas"... por agora

Ultimamente é moda manifestar-se em Galiza em contra do realojamento de ciganos em distintos bairros de distintas cidades. O que já não é moda, se não tradição, é que a gente que se manifesta tão democraticamente coincida em assegurar ao mundo que "não somos racistas". Contudo a frase fica incompleta se não asseguram que o quê realmente não são é "ideologicamente racistas".

Verdadeiramente os manifestantes da Corunha e Pontevedra não têm uma ideologia que justifique a sua atitude definindo aos ciganos dos bairros pobres como seres inferiores merecedores da exclusão social e do repúdio dos habitantes respeitáveis e brancos dos bairros "detodalavida".

O que os move a manifestarse não é nenhum "Mein Kampf" com ansias de levar-se à prática nem nenhuma "Guerra Santa" contra o infiel calé. Nem tão sequer perseguem com cruzes cristãs incendiadas ao estilo do Ku Kux Klan a ninguém um pouco moreno de mais.

Assi pois, nem nazis, nem religiosos fanáticos.... de momento.

De momento digo, por que o que si são é racistas culturais. A cultura social dos "payos" corunheses e pontevedreses actua criando um sistema de hierarquização e categorização no que eles se situam em um plano de superioridade económica, social e política. Económica, porque dispõem de mais recursos; social, porque os postos de maior responsabilidade e respeitabilidade são maioritariamente ocupados por "payos"; e política porque ao ser maioria é a eles a quem se dirigem principalmente os políticos.

Os manifestantes, ao actuar como tales (é dizer, em grupo mais ou menos numeroso) começam a tomar consciência comum de tal superioridade e se convertem em pasto abonado para que qualquer um semente sobre eles uma ideologia racista. Consequência: não seria de estranhar que começaram a aparecer grupos neo-nazis em Pontevedra e em Corunha.

Por isto é que não consigo entender porque os políticos não condenam este tipo de manifestações. Nem consigo entender como é possível que em Corunha e ante presença policial (!!!!) um grupo de manifestantes impedisse o passo ao bairro de Mesoiro a uma furgoneta conduzida por um cigano, fizeram baixar ao assustado home, e o obrigaram a abrir o portão traseiro para comprovar que não estava de mudança.

Somos iguais em direitos e deveres também sem distinção de raça. Esto é assi por princípio e ademais por lei. As leis se podem cambiar, pero se mudamos alguns princípios básicos como este podem ocorrer duas cousas: ou a tirania ou a anarquia, ainda que em qualquer dos dous casos nos permitiram continuar votando.


10 marzo 2008

Voto inútil

Uma das cousas que se escoita a menudo antes das eleições é que se vai votar a tal ou qual partido maioritário porque se nom o nosso voto será um voto inútil. A gente supõe que, ao nom ter a sua opção preferida nenguma possibilidade de sacar um escano, o seu voto nom se contará e se tirará ao lixo.
Como em tantas outras cousas baseadas únicamente em crenças e nom em dados, estas suposições estam cheias de erros. O feito de que estes erros sejam continuamente cacarejados por os políticos e os media (que nom podem de nenguma maneira ser ignorantes ao respeito á realidade do sistema eleitoral), fai pensar que quiçá pretendam que a gente insista em o seu erro por que isto favore-os. Quiçá...
Estes erros tão repetidos som os seguintes:
  • - “É que senom, nom contan os votos”. MENTIRA. Todos os votos se contam. O que nom se fai é meter no reparto de escanos a aqueles que nom cheguen ao 5% dos votos totais válidos, porque, de todas maneiras, o teríam muito difícil para conseguir escano a nom ser que nom houvesse maiorias claras. Pero contar, contam-se TODOS.
  • - “É un voto tirado ao lixo”. CERTO, pero tíranse ao lixo exactamente igual que todos, excepto os de aquelas mesas nas que haja reclamações ou os votos sobre cuja validade exista algum tipo de dúvida. Estes, e só estes, som remetidos á Junta Eleitoral de Zona para que delibere e decida.
  • - “E que é um voto inútil por que total no vam sacar nada”. MENTIRA. A condiçom de voto inútil nom a dá votar a um partido minoritário. Se poidésemos fazer com os votos igual que se fai com as andorinhas para estudar os seus fluxos migratórios encontraríamo-nos com surpresas. Fagámo-lo figuradamente. Vamos pôr-lhe um anel ao voto de um “anti-voto inútil” que vote em a província de A Corunha.
As cinco primeiras forças políticas de esta circuncripçom foram, respeitivamente: PP, PSOE, BNG, IU e Voto Branco (estes dous últimos separados únicamente por 2500 votos). Excluirei á força “Voto Branco” pola escassa solidez do seu candidato.
Se fazemos a tábua correspondente ao reparto de escanos segundo a Lei D’Hont quedaría-nos o seguinte (clic para ampliar o quadro):


A Lei D’Hont consiste em dividir progressivamente o total de votos de cada candidatura polo número de escanos em jogo. É dizer, se há 5 escanos e um partido obtem 1000 votos, estes 1000 dividiranse desde 1 até 5 (1000/1, 1000/2, 1000/3, 1000/4 e 1000/5). O que se fai depois é atribuir aos quocientes maiores o escano correspondente. Esto está melhor explicado no enlace que vos deixo á Wikipedia.

Bem, como se ve na táboa que ponho mais arriba ao BNG sobrárom-lhe em Corunha 17.523 votos para facer-se com o escano que obtivo. Bastaria-lhe com obter um só voto máis que a casilha 4 do PSOE para ter o único escano que obtivo. Poderia-se dizer que 17523 votos do BNG na província da Corunha foram inúteis.
Da mesma maneira no PP há 23.833 votos inúteis e no PSOE 17.306 votos inúteis. É dizer, se cada um de este partidos deixa-se de receber este número de votos o resultado manteria-se inalterável. Exactamente igual. Consequência: há mais votos inúteis no PP, no PSOE e no BNG que em IU.
Se o nosso votante “anti-voto inutil” visse que o seu voto debidamente marcado cae na bolsa de éstes votos sobrantes, estaria na situaçom de que a raçom que o levou a votar a um partido que nom o convence já nom serve, mas com o agravante de que os políticos de isse partido se ocuparam de ussar o seu voto para dizer “... e ademais subimos em votos!!!”. Pobre votante “anti-voto inutil!!!! nom só o seu voto resulta ser inútil a efeitos práticos se nom que se torna útil a efeitos perversos!!!.

Esto passa por nom tomarse a sério isso de que as “urnas som a expressom da vontade do povo”. Cada quem deveria de votar sempre o que considere máis próximo ás suas ideias. Nom facé-lo tem como consequência um bipartidismo que nom é outra cousa que a perpetuaçom no poder de uma oligarquia elitista.

Apanhados estamos.

08 marzo 2008

Celebración de la voz humana

Los indios shuar, los llamados jíbaros, cortan la cabeza del vencido. La cortan y la reducen, hasta que cabe en un puńo, para que el vencido no resucite. Pero el vencido no está del todo vencido hasta que le cierran la boca. Por eso le cosen los labios con una fibra que jamás se pudre.

Del Libro de los Abrazos de Eduardo Galeano
ETA NUNCA MAIS (fartos nos tendes)

06 marzo 2008

Post com baile

Lindíssima canção na muito doce voz de Sara Tavares, do seu disco Balancê.
Dedicada a Paula e a Amalia, que sei que gostades de balançar.

26 febreiro 2008

La niñita

Suponho que tanto a equipa de Rajoy como a de Zapatero preparariam conscienciosa-mente isse alegado final que, ao estilo Perry Mason, dedicaram ao juri televisivo em o reallity de onte.
Nom posso evitar imaginar-me aos de Rajo Hoy dando o melhor de si mesmos para preparar "la historia de la niñita":
-¡Conviene que demos una perspectiva de futuro!
- Bien, entonces usemos la imagen de un niño, que siempre da mucho juego.
- De acuerdo, ¿pero no sería mejor una niña? que no parezca que solo son los del PSOE los que promueven la igualdad de oportunidades.
- O mejor un niño y una niña.
- ¡¡No, no!! que eso seria demasiado paritario.
- Una niña pues. Además Jose María ya le dedicó un libro a un joven español, por lo tanto tampoco discriminamos positivamente.
- ¿Le ponemos nombre?
- ¿Porqué no? Esperancita estaría bien.
- ¡¡Hombre, Mariano, se iba a notar mucho!! Déjanos a nosotros, que entendemos de esto.
- Mejor sin nombre: que hable de una niñita, sin más.
- Lo de niñita puede sonar demasido sensiblero.
- Bien pues entonces una niña, sin diminutivos y sin nombre pero con un gran futuro.
- De acuerdo.
.....aquí o típico silencio de quando se repassa mentalmente toda a estratégia, até que alguém fala:

- ¡¡Española, por supuesto!!
- Por supuesto.


20 febreiro 2008

Isse stress

Di-me o médico que estou stressado e que é por isso que vejo todo como se estivesse metido em um lenço de Munch. Todo dissstorsssionado.

Surpreende-me, porque conheço muita gente stressada, ou que parece stressada, e vêem normal, sem ondulações. Andam acelerados, isso si. Com pressa, a correr de um lado a outro rosnando sempre algo entre dentes. É um stress que vem da secular mania do tempo de ir sempre para adiante e de nom se parar a esperar polos planes que qualquer um tenha feito. Querem facer em 24 horas cousas que levam polo menos 26. E nom se pode.

Eu nom ando acelerado. Nom ando tão pendente do tempo. De feito nem sequer tenho relógio. Mas o problema de fundo segue a ser o mesmo: intentar abarcar mais do que se pode. Quero encarregar-me de 8 cousas e só podo prestar-lhe atenção a 6.

Até aqui o entendo. E até entendo que o meu corpo se rebele ante os excessos. Afinal de contas sempre fixo. O que nom entendo é porque tenhem que ser os meus olhos os que digam basta com o bem que me sentaria o típico transtorno intestinal para baixar uns quilinhos de mais.

A cuidar-se tocam.

12 febreiro 2008

Domina Hispania

O reducionismo com que os partidos políticos tratam o tema da imigração só é outro síntoma mais do patéticos que são os nossos políticos.

Por uma parte o PP põe no olho do furacão eleitoral a gente que não tem capacidade para decidir sobre as políticas que lhes serão aplicadas, mas faze-o ademais com o agravante de que apresenta como um problema a sua mera presença porquanto esta vem acompanhada de costumes “anti-espanholas”.

É dizer, expõe ante os espanhóis a possibilidade de decidir sobre o futuro de quem não o é. Esta mera possibilidade, assim exposta por Rajoy, situa aos espanhóis de RH numa posição dominante sobre o imigrante.

Indiscutível-mente: em qualquer âmbito quem decide sobre outros tem uma posição dominante, bem seja na empresa na família ou na política internacional.

A diferença é que os dominadores nestes âmbitos som-o dentro de estruturas mais amplas: perante a empresa há sindicatos, numa família as relações cara a cara, na política internacional..... bom, aqui é mais complicado, algo há, mas será coisa de um outro post.

Visto assi, os eleitores-dominantes espanhóis só procurarão manter a sua posição de dominação. Contrato de submissão po-lo medio ou não.

Por outro lado, o PSOE denuncia a atitude xenófoba e racista do PP. Bem feito. Mas o certo é que existe um problema. Sem embargo o problema não é que os imigrantes traiam os seus costumes com eles (só faltaria!), o problema é que se criam bolsas de pobreza des-assistida, e estas bolsas de pobreza são fonte de conflitos. Lógico.

No PSOE limitam-se a dizer que os imigrantes são básicos para o desenvolvimento económico do Estado. E esta afirmação, acompanhada da realidade das bolsas de pobreza, no faz sino pôr em evidência uma das contradições do sistema capitalista que tanto protege Solbes: dá-se-lhe carta de validade á equação Pais Rico=Aumento da Pobreza.

Patéticos. Votarei nulo.