25 setembro 2009

Bal Mandir


Bal Mandir es uno de esos lugares lleno de héroes que nunca salen en el telediario.

30 xuño 2009

Manuel Ortiz

Morreu Manuel Ortiz.
Nom o conhecim, tam só o lia cando colhia "apuntes de bolsillo" e isso já é bastante como para bota-lo de menos.
Na sua outra bitácora, "Las aves migratorias", describiu o que é vivir:
Vivir es adivinar con la experiencia lo que nos deparará el futuro. Vivir es permanecer entre sombras la mayor parte del tiempo para emerger, levantar la cabeza, apenas unos momentos cada cierto tiempo. Y hay que tener un pensamiento muy lógico y estar muy bien organizado para aceptar las cosas tal y como vienen o darles la explicación adecuada a los hechos que se suceden. Vivir es afanarse por hacer cosas que ni siquiera nosotros sabemos cuál es su sentido, su realidad, su presente y su pasado. Retomar lo ya dicho o ya pensado es bueno en ciertas ocasiones, pero no cabe duda de que el presente obliga y manda forzosamente y de que a cada instante nos vemos obligados a desempolvar el tarro de nuestras mejores esencias para intentar atrapar la realidad sin confundirla con un sueño.

Parece ser que un cancro acabou com ele. Descanse em paz.
Este é o video que acompanha á sua última entrada.

25 maio 2009

Mira como tiemblo

A los ojos de sus hijos, los padres suelen ser auténticas fortalezas en las que nada les puede suceder. Y sin embargo solo hace falta un abrazo apretado de los pequeños para que los muros empiecen a temblar. Solo Pau en su Remanso de Jirafas lo puede decir mejor que Fede Comín en "Mira como Tiemblo".

18 maio 2009

Botella al mar

Que injusto me parece echar de menos hoy a Mario Benedetti cuando nos ha dejado tanto de él en este mundo, y sin embargo, cada vez que oigo a alguien decir que ha muerto, siento toda la presión del vacío que deja .

Ha muerto. Benedetti ha muerto. Cuesta trabajo decirlo.

12 marzo 2009

A OJD de buen cubero

Parece ser que alguns médios já derom coa sua particular soluçom para a crise: inflar os dados de difusson artificialmente. Si senhor, a imaginaçom ao poder!!

Via Guerra Eterna e Im-Pulso

10 marzo 2009

Ai va la hostia, pues!!

Parece ser que afinal o PP apoiará ao PSOE em Euzkadi para que Patxi seja lehendakari.
Isso é o que se chama tomar Ajuria Enea à basca:
"¡¡como que no se puede, cagüenlá!! ¡¡vas a ver tu si se puede o no se puede!!"
.
Dito e feito, se desaloja ao PNV do goberno como quem vai um dia á praia.

06 marzo 2009

Im-Pulso cerrado

Um dos meus blogues de referéncia, Im-Pulso, vem de cerrar por causa de um ataque informático que modificou alguns dos contidos da bitácora. Espero que Félix Soria a resucite pronto, nom venhem tempos nos que se poida prescindir das suas opinións.

Na blogosfera abondam os canallas que tiram a pedra e escondem a mao, pero tirar a pedra e ponher a mao de outro nom tem nome.

Suponho que quem o fixo terá umha vida mui triste e vazia e se sentirá orgulhoso de ter feito isto. Pois que lhe aproveite, home.... que lhe aproveite.

Actualización:
Estamos de noraboa: Félix abriu outra vez.

04 marzo 2009

A portada mais cínica da historia


A metade dos trabalhadores que lhe permitirom aos editores de ABC publicar esta portada nom estaram trabalhando para eles dentro de pouco.

Máis en Im-Pulso e em Guerra Eterna.

01 marzo 2009

Outros

Todos os media coincidirão hoje em a legitimidade de Feijoo para governar como consequência da alta participação nas eleições na Galiza. Actualmente que o 70% dos eleitores exerçam o seu direito de voto é algo histórico Galiza.

Paradoxalmente, porém, o PSOE e o BNG deixavam nas mãos da alta participação suas chances de repetir o bipartido. Eles acreditavam, ingenuamente, que se as pessoas à esquerda se mobilizavam, fariam-o para votar-lhes a eles. E não foi. As pessoas de esquerdas forom votar, mas não para aqueles que pensavam Tourinho e Quintana.

O que aconteceu é que o 3% de votos que perdeu o PSOE e o 2% que perdeu o BNG ficarom dispersos entre os votos nulos, brancos e outras candidaturas minoritárias. O clássico voto de castigo: se estes nom valem voto a "outros".
  • Votos brancos, nulos, e "outros" em 2005: 2,91%,.
  • Votos brancos, nulos, e "outros" em 2009: 7,29% (4,69% para "outros", 0,89% nulos e 1,71% votos brancos).
Para próximas eleições ja podem ir aprendendo o seguinte axioma: "a abstenção favorece ao PP si y solo si aqueles que ficam na casa votassem por mim". E, já de passo, que a esquerda em Galiza nom lhe dá um cheque em branco a ninguém.

Temos Joo, Feijoo, para 12 anos, como mínimo. E bem que me Joo....

26 febreiro 2009

Estampas electorais: Quintana

Sem dúvida, o óscar á melhor película das eleiçons galegas.
De Sombras de Encelado

24 febreiro 2009

Estampas electorais: Feijoo 009

Con esta campanha:
este candidato


e a película de espias e corrupção que se tenhem no PP:

Era inevitável fazer algo assi:
De Sombras de Encelado

O maletim de Special Events parece que vem de série com o carné do PP.

19 febreiro 2009

Estampas electorais: Rosa Díez

A risco de ser considerado machista e misógino por fazer escárnio de género
vejo-me obrigado a reconhecer as virtudes da Nom-Candidata ás eleições galegas Rosa 10. Estas virtudes som sobrada-mente conhecidas por que são cantadas por trovadores ilustres a través de diferentes médios de comunicação.
Rosa Díez é tolerante, e por isso o seu decálogo para Galicia está em castelão e, depois, em galego. Primeiro vai em castelão porque para isso é a língua comum, o que já nom se entende é que, se realmente é a língua comum ¿porque o pom em galego despois? por se há alguém que nom é comúm? é dizer, os que fagam o scroll de todo o texto para chegar ao galego som seres fora do comum? Pero nom o tinham entendido já em castelão? entom para que o querem ler em galego outra vez? Rosa 10 deveria unir e progressar máis democraticamente nas próximas eleçons e ponhé-lo só em castelám. Uma língua elegida democraticamente no conjunto do Estado nos levaria mais rápidamente ao progresso, digo eu.
Rosa 10 é constitucionalista, e por isso se quere cargar o sistema de financiamento basco e navarro, fruto de uma história de Espanha completamente equivocada e que lhe colaram de esguelho os pérfidos separatistas aos pais da carta magna.
Rosa 10 é progressista, e por isso propõe que as Caixas de Aforros deixem de estar "politizadas", precisamente agora que muitos economistas, reaccionários todos eles, recomendam fazer precisamente o contrário e intervir incluso nos Bancos.
Si. Rosa 10 é a mulher perfeita. Gora Rosa 10.

18 febreiro 2009

Discurso

Queridos cidadáns, queridas cidadás:

As eleccións do próximo dia 1 de marzo son de unha transcedental importáncia. En elas non se decidirá únicamente ao próximo presidente da Xunta, non se elixirá únicamente aos próximos compoñentes do Parlamento Galego. Non, amigos , non. O que está en xogo é algo muito mais importante. ¡O que nos xogamos o dia 1 de marzo é a validación de un proxecto de futuro, un proxecto que situe aos galegos na senda dos logros mais importantes do século 21, un proxecto integrador, que asuma posicións importantes nas nosas opcións de desenvolvemento, e que contribúa á correcta determinación das opcións básicas para o éxito das xeracións vindeiras. Ou polo contrário, un proxecto caduco, sen ideas, impreciso e indefinido que non contribuirá a sacarnos da crise na que vivimos!

Quenes pretendan conducir o momento actual pola senda da improvisación sen poñer as bases para unha correcta consolidación das estructuras, perxudicando así a percepción da importancia coiunturalmente implícita nos conceitos de participación e integración social, non poden ter o apoio do pobo galego. ¡Os galegos e as galegas saben que o que realmente precisan e alguén que execute con man firme unha política baseada en principios sólidos que nos proxecte no mundo e que non nos aille del, unha política para os cidadáns e non para as institucións, unha política que asegure uns servizos públicos de calidade, con unha educación normalizada, con unha sanidade efectiva e con un aproveitamento dos recursos do presente que non comprometan os recursos de futuro.!

Por que amigos, chegados a este punto, todo o mundo é xá consciente de que non é o mesmo a ósmose da praxe, que a intelequia reciclada do guarismo inapetente, e polo tanto non nos podemos dar por satisfeitos .

Muitas grazas.
Agora colha-se o discurso anterior, ponha-se na boca de qualquer candidato, e comprove-se se resulta dissonante.

De Sombras de Encelado

16 febreiro 2009

vota NULO, o voto útil!!


Com a incrível qualidade dos candidatos nas eleições da Galiza, não tenho escolha, devo ussar imaginação.
Se voto algum dos partidos com possibilidades que corro o risco de lamentá-lo ao minuto e sair a chorar desconsoladamente do colégio eleitoral.
Se voto em branco vou fazer que aos partidos minoritários, como a Esquerda Unida, que já o têm bastante complicado neste país, ainda o tenham um pouco mais difícil. Porque o que faz um voto branco é exactamente isso: prejudicar às minorias.
Se não vou votar alguns diriam que então não terei qualquer direito de protestar (menuda estupidez) e os profissionais da política acrescentariam uma vítima mais no seu objectivo não declarado de que ficarmos todos fartos e deixá-los a fazer.

Por isso, paradoxal que possa parecer, a minha única opção válida é o voto nulo. Votando nulo consego participar activamente, não prejudico às minorias e não dou permissão para qualquer das partes para que me tomem o pelo. Alem disso tenho a certeza de ganhar, porque seja qua for o resultado um nulo vai ganhar eleições. Isso com certeza.

A única coisa que devo fazer é distinguir o meu voto, nulo intencionalmente, de outro que só é produto de um erro. E aqui achei a ideia perfeita (obrigado Luis). Trata-se de fazer alguns autocolantes como a foto de ao lado de identificar a papeleta. Por se alguem se quere unir, aqui deixo-vos com um pdf para imprimir os autocolantes para aqueles que querem ir tuneando cartazes do seu candidato preferido.
De Sombras de Encelado

13 febreiro 2009

Voto Inútil Returns

Como hoje começa a campanha ás eleições galegas, recupero um velho post que já ussara nas últimas estatais, embora daquela o figera a posteriori dos resultados eleitorias. Ainda que a minha opção é o voto nulo (que explicarei amanhá), o de hoje vai sobre outro tipo de voto: O Voto Inútil, em contraposiçom ao voto útil que tanto pregoam os candidatos maioritários. O verdadeiro voto inútil está maioritarimente nos principais partidos. A demonstraçom é ista:

Uma das cousas que se escoita a menudo antes das eleições é que se vai votar a tal ou qual partido maioritário porque se nom o nosso voto será um voto inútil. A gente supõe que, ao nom ter a sua opção preferida nenguma possibilidade de sacar um escano, o seu voto nom se contará e se tirará ao lixo.
Como em tantas outras cousas baseadas únicamente em crenças e nom em dados, estas suposições estam cheias de erros. O feito de que estes erros sejam continuamente cacarejados por os políticos e os media (que nom podem de nenguma maneira ser ignorantes ao respeito á realidade do sistema eleitoral), fai pensar que quiçá pretendam que a gente insista em o seu erro por que isto favore-os. Quiçá...
Estes erros tão repetidos som os seguintes:
  • - “É que senom, nom contan os votos”. MENTIRA. Todos os votos se contam. O que nom se fai é meter no reparto de escanos a aqueles que nom cheguen ao 5% dos votos totais válidos, porque, de todas maneiras, o teríam muito difícil para conseguir escano a nom ser que nom houvesse maiorias claras. Pero contar, contam-se TODOS.
  • - “É un voto tirado ao lixo”. CERTO, pero tíranse ao lixo exactamente igual que todos, excepto os de aquelas mesas nas que haja reclamações ou os votos sobre cuja validade exista algum tipo de dúvida. Estes, e só estes, som remetidos á Junta Eleitoral de Zona para que delibere e decida.
  • - “E que é um voto inútil por que total no vam sacar nada”. MENTIRA. A condiçom de voto inútil nom a dá votar a um partido minoritário. Se poidésemos fazer com os votos igual que se fai com as andorinhas para estudar os seus fluxos migratórios encontraríamo-nos com surpresas. Fagámo-lo figuradamente. Vamos pôr-lhe um anel ao voto de um eleitor do tipo “anti-voto inútil” que vote a um partido maioritário na província de A Corunha.
As cinco primeiras forças políticas de esta circuncripçom foram, respeitivamente: PP, PSOE, BNG, IU e Voto Branco (estes dous últimos separados únicamente por 2500 votos). Excluirei á força “Voto Branco” pola escassa solidez do seu candidato.
Se fazemos a tábua correspondente ao reparto de escanos segundo a Lei D’Hont quedaría-nos o seguinte (clic para ampliar o quadro):


A Lei D’Hont consiste em dividir progressivamente o total de votos de cada candidatura polo número de escanos em jogo. É dizer, se há 5 escanos e um partido obtem 1000 votos, estes 1000 dividiranse desde 1 até 5 (1000/1, 1000/2, 1000/3, 1000/4 e 1000/5). O que se fai depois é atribuir aos quocientes maiores o escano correspondente. Esto está melhor explicado no enlace que vos deixo á Wikipedia.

Bem, como se ve na táboa que ponho mais arriba ao BNG sobrárom-lhe em Corunha 17.523 votos para facer-se com o escano que obtivo. Bastaria-lhe com obter um só voto máis que a casilha 4 do PSOE para ter o único escano que obtivo. Poderia-se dizer que 17523 votos do BNG na província da Corunha foram inúteis.
Da mesma maneira no PP há 23.833 votos inúteis e no PSOE 17.306 votos inúteis. É dizer, se cada um de este partidos deixa-se de receber este número de votos o resultado manteria-se inalterável. Exactamente igual. Consequência: há mais votos inúteis no PP, no PSOE e no BNG que em IU.
Se o nosso votante “anti-voto inutil” visse que o seu voto debidamente marcado cae na bolsa de éstes votos sobrantes, estaria na situaçom de que a raçom que o levou a votar a um partido que nom o convence já nom serve, mas com o agravante de que os políticos de isse partido se ocuparam de ussar o seu voto para dizer “... e ademais subimos em votos!!!”. Pobre votante “anti-voto inutil!!!! nom só o seu voto resulta ser inútil a efeitos práticos se nom que se torna útil a efeitos perversos!!!.

Esto passa por nom tomarse a sério isso de que as “urnas som a expressom da vontade do povo”. Cada quem deveria de votar sempre o que considere máis próximo ás suas ideias. Nom facé-lo tem como consequência um bipartidismo que nom é outra cousa que a perpetuaçom no poder de uma oligarquia elitista.

Apanhados estamos.

08 febreiro 2009

De Protestas e Bilingüismos

Na delegación de Facenda da Corunha
- Boas, pode darme um modelo 300 para a declaración do IVE?
- Tenga.
- Perdoe, nom o tenhem em galego?
- Ay no, lo siento solo en castellano.
- Nom pasa nada, entendo perfeitamente o castelhano, só é que pensei que éramos bilingües.
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No Registro Civil da Corunha.
- Boas, vinha a inscrever um nacemento.
- Bien, ¿que nació? ¿aquí en La Coruña?
- Sí sí na Corunha.
- …nacido en La Coruña…
- Perdoe, importarialhe cubri-lo em galego e ponher A Coruña, por favor.
- ¡¡Hay que ver como os poneis!!! Que más dará!!
- Pois isso, como dá igual, importaria-lhe ponhe-lo em galego, por favor?.
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Na livraria do centro asociado da UNED em Corunha.

- Boas, lim na página web que agora também se podia acceder em galego aos recursos da livraria, é certo?
- No bueno, en realidad lo que pone es que se puede usar en gallego.
- E isso quer dizer que me podem dar os apontamentos em galego?
- No hombre! eso quiere decir que si quieres te hablo en gallego.¿Quieres?
- Nom fai falta. Só era umha pregunta. Gracias.
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Por outra parte nom coñeço nem um só neno que entre na escola sendo castelán-falante e que saia sendo galego-falante. Sem embargo ao contrario nom é que conheça um ou dous casos, é que TODOS, absolutamente TODOS os nenos que eu conheço que entrarom na escola sendo galego-falantes ao cabo de un ano som castelam-falantes. Nom parece que lhes imponham muito galego nas aulas…
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Passoume (pásame) todo isto e nom protestei. Pero ao melhor deberia facé-lo.

A mim me parece que o galego tem umha forma mui rara de imponher-se em Galiza. Pero se Rosa Díez também o di por algo será….

01 febreiro 2009

Dime quem fala e te direi o que escoito...

A formação de capital financeiro define uma etapa crucial do capitalismo na que é promovida, como nunca se fizera antes, a fusão entre a banca eo capital industrial. Assim, a indústria passa a ser controlada pelos altos estamentos financeiros, o que provoca uma inevitável tendência para a concentração que implica, em primeiro lugar, a eliminação da concorrência entre si e, por outro lado, a absorção ou a destruição de empresas ou sectores mais fracos. De esta maneira, o capitalismo passa de ser um sistema de concorrência a um sistema de monopólio.

Se isto o tivera dito Joseph Stiglitz, o premio Nobel de Economia, numa conferência na Universidade Complutense de Madrid há poucos dias, todos os jornais económicos dariam conta do acertado da sua análise nos tempos de crise nos que andamos. Mas resulta que isto foi dito há case 100 anos por um tal Vladimir Ilich Uliánov, que já então definiu o que seria a globalização de hoje quase exactamente.

Se escuitasemos o qué se di em vez de quem o di teriamos aforrado muito tempo, muitas guerras e muitas mortes. No fondo não pode ser tão difícil ponher-se de acordo. Nem sequer para Stiglitz e Lenin